18.11.09

y tu mamá también.


1) No hay honor más grande que ser un Charolastra.
2) Cada quién hace de su culo un papalote.
3) Pop mata la poesía.
4) Un toque al día, la llave de la alegría.
5) No te tirarás a la vieja de otro Charolastra.
6) Puto el que le vaya al América.
7) Que muera la moral! Que viva la chaqueta!
8) Prohibido casarse con una virgen.
9) Puto el que la vaya al América.
10) La neta es chida pero inalcanzable.
11) Pierde la calidad de Charolastra el culero que rompa
cualquiera de los puntos anteriores.

9.11.09

Repulsion.

Não sei se é aquela famosa distimia de domingo, ou se é o famoso mau humor devido ao aniversário que está chegando (janeiro), eu odeio ficar velha. Nada melhor que ter uma overdose de Dinosaur Jr., Pixies e de nostalgia através de imagens em polaroids.


  






7.11.09

Einmal ist keinmal.

Num mundo em que as vidas são condicionadas por escolhas irrevogáveis e por acontecimentos fortuitos, quando as coisas só acontecem uma vez, a existência parece perder sua substância, o seu peso. Por isso, diz Milan Kundera, sentimos ''a intolerável leveza do ser''. Como em outro grande escritor tcheco, Kafka, a vida para ele é um imenso absurdo, totalmente destituída de qualquer significado: tanto pode ser um sonho como um pesadelo.
É nesse clima de imprecisão, que um cenário político opressivo torna por vezes sombrio, que vivem os personagens de Milan Kundera. Dois casais constituem o ponto focal dos acontecimentos: Tomas, Tereza e Sabina, Franz. Entre esses quatro personagens, porém, parece haver uma simbiose constante: os traços de caráter de Tomas vão repetir-se em Sabina, e os de Tereza parecem coincidir em muitos pontos com os de Franz. Tereza destrói, de certa maneira, a vida de Tomas, mas para ele isso não tem qualquer importância; quando Sabina abandona Franz, dá um novo rumo à vida deste, mas também para ele isso não tem importância. As acoisas acontecem uma vez só, ou são uma interminável repetição? Qualquer que seja a resposta, ela não é importante.
O autor coloca-se neste romance como um observador de suas criaturas, como um comentarista de seus atos. Essa técnica permite-lhe fazer digressões sobre problemas do relacionamento humano, principalmente sobre a atração entre os sexos, tema de algumas de suas melhores páginas. 


"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo ''esboço'' não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro. 
Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca."






" Tomas compreendeu então que as metáforas são perigosas. Não se brinca com as metáforas. O amor pode nascer de uma simples metáfora."





- A insustentável leveza do ser.

26.9.09

Carmecita


Chamava-se Carmecita e por odiar este nome sempre mentia para estranhos inventando pseudônimos, ou até mesmo heterônimos, afinal, tudo o que a pobre desejava era ser outra pessoa, noutra vida. Morava em um pequeno - e feio - apartamento no centro de São Paulo onde ouvia toda noite palavrões, gemidos, rock and roll misturado às vozes cheias de voracidade dos jovens que frequentavam aquele lugar. Carmecita trabalhava em um salão bem ostentoso em Vila Mariana e já estava cansada de ver todas aquelas madames com suas faces já sem alguma expressão - devido a tantas plásticas - que só abriam suas bocas para soltar disparates em relação à vida alheia.

- Mas você viu que a Glorinha estava usando um Chanel legítimo no pulso? Fiquei perplexa, deve ter trocado de marido e mandado o desembargador para o espaço !

- Ou então ainda está com os dois, essa sim é esperta! Disse outra madame.

Carmecita ficava todo o tempo em pé, com seus pés cheios de calos e uma pele amarelada, olhos apáticos por nada poder fazer , a não ser ouvir as senhoras desocupadas e roer as unhas de tanto tédio e cólera, por estar ali e principalmente por não saber quando tudo aquilo iria mudar. Chegava em casa por volta das onze horas da noite com os ouvidos cheios, depois de ser obrigada a ouvir tantas palavras sujas e obscenas no caminho de volta para casa. Cafetões, travestis e até garotas de programa. Todos se concentravam ali, na famosa Rua Augusta. O que restava era a pobre passar de cabeça baixa e fingir que nada ouvia. E para ela não era difícil já que constantemente permanecia com a cabeça abaixada, andava olhando para o chão, tinha medo de tudo que estava ao redor, medo da cidade, das pessoas, medo daquele paradoxo de São Paulo, o luxo e o cheiro ruim, as meninas estilosas e lindas que cheiravam cocaína pechinchada à beira do asfalto. Medo de um dia estar ali, medo de ser para sempre a mesma Carmecita.

- O que fazer? Estou completamente perdida. Murmurou.

- Nem posso rezar, pois em deus não creio. Tudo bem, dizer que não creio é radical, mas tenho minhas dúvidas. Afinal, não é porque estou perdida que irei acreditar em tudo o que dizem, em tudo o que escrevem. Como posso acreditar em algo ou alguém que não posso ver? Como posso acreditar em deus se ainda estou aqui?

(Foi quando se pegou monologando e prosseguiu...)

- Além de feia e perdida, já estou louca! Falando sozinha... É tudo culpa dessa vida medíocre, é tudo culpa dos livros de Dostoiévski !

Carmecita nas poucas horas vagas frequentava a biblioteca da cidade, lia de Marguerite Duras ao próprio escritor do famoso ''Crime e Castigo'', e até se via um pouco neste livro. Viver assim era o seu castigo, ter um nome desse então, nem se fala! Mas qual teria sido o seu crime?
Seus pais morreram cedo num acidente e ela vivera durante muito tempo com uma tia gorda e mal amada chamada Neide. Tia Neide parecia ser uma mulher frustrada por ser a única das filhas que nunca se casou, era infeliz e nem conteúdo tinha, passava as tardes assistindo novelas e quase nunca lia, a não ser revistas de fofocas das celebridades. E foi aí que a jovem decidiu tentar a vida no Centro de São Paulo, longe do mau humor da tia, longe do seu verdadeiro Eu, ali não poderia usar heterônimos, ali não poderia sonhar. Sempre que chegava em casa do trabalho, mesmo cansada, ainda acendia sua nicotina barata e passava algumas horas sonhando. Gostaria de ser atriz de cinema, uma escritora famosa, quem sabe artista plástica. Só queria ser notada. Afinal, quem notaria uma recepcionista de um salão de beleza? Ela não via glória alguma em sua profissão, aliás, para ela, aquilo nem profissão era. Até as garotas de programa de sua rua eram mais notadas e vistosas. Carmecita olhava para suas unhas e pensava:

- Preciso ao menos comprar cigarros de melhor qualidade, se bem que é irônico e até estúpido pensar assim. Cigarro tem qualidade? Todos matam do mesmo e eu ainda pago pra isto! Só queria ser mais elegante... Preciso passar um esmalte nessas unhas de tabagista compulsiva.

E quando também começou a pensar que fazia um bom tempo que homem algum não se apaixonava por ela, já se sentia morta, não mais vaidosa como era quando menina. Ela precisava fazer algo, ter alguma idéia, ou poderia se tornar uma réplica - perfeita - da tia Neide. Foi quando deu um pulo do único sofá velho que tinha, pegou seu maço de cigarros e foi dar uma volta, enxergar a rua Augusta e os prazeres que aquele lugar poderia lhe dar de alguma forma, desta vez andando com a cabeça erguida para ver melhor a beleza das garotas que vendiam seus sexos e todo o neon libidinoso das ''boates''. Quando escutou uma voz máscula e vulgar chamando no meio da multidão:

- Ei, você, garota! Venha conhecer nossas lindas mulheres. Você pode beber cerveja de ótima qualidade por apenas ''doze contos'' até as duas da manhã. Aqui é um lugar calmo, ninguém vai mexer com você, eu garanto!

(E ela pensando...)

- Imagino e nem duvido, afinal, é um lugar de família, vários homens deixando suas filhas e esposas em casa e fazendo orgia aqui, trocando as suas supostas damas pelas prostitutas.

Foi quando decidiu entrar e beber, precisava fazer algo fora da rotina e naquele momento não havia nada melhor que embriagar-se para monologar antes de dormir, embriagar-se para esquecer seu verdadeiro nome, sua tia gorda e infeliz, seu apartamento com um único sofá velho na sala que por falta de móveis tornava-se grande, embriagar-se para esquecer quem era ela: ninguém. Aquele lugar cheirava a gozo e tinha uma música ruim, mas tudo bem, pelo menos estava matando sua curiosidade afogando-se em álcool sem que ninguém a perturbasse. Prestava atenção naquelas mulheres ainda jovens, algumas com o corpo tênue, ninfetas... E pensava o que poderia ter acontecido para que elas tivessem parado ali em cima do palco deslizando em mastros. Quando murmurou :

- Hum! Se bem que elas devem aproveitar melhor a vida. Afinal, são desejadas, mesmo que por pouco tempo e superficialmente, são vaidosas e sensuais e dançam maravilhosamente bem.

Quando foi interrompida bruscamente por uma voz áspera:

- E aí? Não tem nem um pouco de vontade de estar ali no lugar delas? Se quiser, posso te dar essa oportunidade!

- Me dar a oportunidade de vender meu corpo? É bem irônica a sua proposta . Não acha?

- Depende do seu ponto de vista... Aqui você ganha um dinheiro bom e pensa, você fala que isso é vender o corpo e tem muita gente aí que nem vender faz, já dá de graça pra qualquer malandro!

- Mas eu não sou assim.

- Não disse que é, só tô dizendo que tem muita riquinha por aí que vai pra cama com um, dois... E no fim das contas os caras nem lembram o nome delas e pra completar, nem ganham dinheiro com os manés! (Falou orgulhoso pelo seu argumento, soltando uma risada alta e intolerável. )

- É, tem uma certa razão no seu modo de pensar. Acho que essas meninas que vendem o corpo são tão criticadas pela sociedade porque elas fazem e assumem, não é feita a ''sujeira'' por baixo dos panos como esses caras engravatados que frequentam essas boates para sair da rotina familiar.

- Então... Não quer experimentar? Vai lá e se troca, depois combinamos tudo. Prometo que não deixo algum cara enconstar em você, fica por sua conta!

Sentindo-se tentada, Carmecita pensou que talvez aquela fosse a única, ou quem sabe, a mais rápida forma de mudar, de deixar de ser ela mesma. Seria Karen, Inês, Nina, quem ela desejasse ser. Poderia mentir e fantasiar sobre o seu passado, pois talvez não voltaria a ver aqueles homens engravatados e se os visse, eles também não poderiam ir além da sua carne, exatamente porque não se pode amar um personagem. Ela seria uma Carmecita mundana, cheia de curvas desejadas, deslizando em mastros de todos os tipos, sendo meio prostituta e meio psicóloga daqueles homens carentes. Seria fonte de prazer e se vingaria da forma mais cruel das madames que a tratavam mal no salão de beleza em Vila Mariana.

10.9.09

"Acho com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer. Pelo menos ainda não consigo adivinhar se lhe acontece o homem louro e estrangeiro. Rezem por ela e que todos interrompam o que estão fazendo para soprar-lhe vida, pois Macabéa está por enquanto solta ao acaso como a porta balançando ao vento no infinito, Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago."

A hora da estrela.

6.9.09

Arte e erotismo, sem preconceitos.

IRINA IONESCO



Ionesco eleva o erotismo à mais cortante intimidade, a um aterrorizante segredo do qual não se pode fugir: a sedução feminina, a sedução letárgica. Uma sedução que já não diz respeito às formas ou à idade das fotografadas. Sua sensualidade provém também de viagens oníricas, de doçuras, florestas encantadas e maciez, brincadeiras ingênuas numa trama de provocações. Os adjetivos são inesgotáveis, a reflexão é um delírio.







EDWARD WESTON



Entre os fotógrafos clássicos, um dos que mais gosto é o fotógrafo americano Edward Weston. Merecem destaque suas fotos de nu, que espelham bem o movimento modernista das décadas de 1920 e 1930








QUADRINHOS

1. ERIC STANTON



Eric Stanton; de seu nome verdadeiro Ernest Stanzoni, foi um ilustrador americano de “ bondage e fetiche”, em que a maior parte da sua obra retrata ao domínio do sexo feminino.







2. GUIDO CREPAX



Valentina foi criada à imagem e semelhança da atriz Louise Brooks, de quem Crepax era fã. Publicada em vários países do mundo, a personagem tem vários álbuns compilando suas aventuras. Com uma mescla de erotismo e devaneios, ela povoou o imaginário masculino por décadas, especialmente na Itália.


''Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo algumas perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. E pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio."

CAIO FERNANDO ABREU.

1.9.09

BANKSY!

22.8.09

Ela o amava, assim, meio belo.



Apenas o viu. Paralisou. E com um livro da Lispector em mãos, suas pernas tortas congelaram ali, como se as solas furadas dos seus sapatos de boneca tivessem concreto. Permaneceu durante dez segundos assim, sentindo a voragem passar em seu rosto, fazendo com que o cheiro das páginas amareladas de Clarice vingasse naquele ar, ar este que ela dividia com ele, por ele. Justificar
Aquele era um dos seus sebos prediletos, tinha dois andares repletos de memórias, toques, vidas, e por que não paixões, naquelas páginas misteriosas das quais não conseguiria descobrir quem as leu. Se era velho, jovem, alto e com a barba pra fazer, se lhe doía também toda vez que lia algum trecho da mulher blasé de olhos puxados. Sua Lispector, e de muitos outros.

''Pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos, coubera arrancar de seu coração a flecha farpada. De chofre explicava-se para que eu nascera com mão dura, e para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto — uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.''

Quando lia ''Os desastres de Sofia'', não tinha como deixar de imaginá-la na face e no corpo da personagem literária. Seria Sofia um desastre da vida? Ela gostava dessa idéia toda sobre ser catastrófica, é uma característica dos ruins, das moças que pintam os lábios de vermelho e fazem sexo até suar. Enquanto ela pensava consigo, lá estava ele, de pele muito branca, tão clara que aparentava uma esquisitice bela, ela gostava assim, do meio bonito, a perfeição é entediante. Além do mais, um garoto com sardas e que gostava de livros, era o bastante. Não, talvez não fosse, além das gotas de mel pela pele muito branca e bom gosto literário, ele tinha um rosto quadrado que o deixava mais viril e boca pequena, em tom rosado.
Finalmente decidiu parar de sonhar e perguntou ao vendedor se ali não vendiam quadrinhos do Crepax, quando o belo abriu atentamente seus grandes olhos claros - azuis, verdes, já nem sabia mais - e paralisou-se também. Seria muita ousadia uma menina de pernas tortas e sapatos de boneca furados gostar deste tipo de arte? Um paradoxo, mas olhando bem, o corte de cabelo dela se parecia com o da Valentina, a tão libidinosa personagem dos quadrinhos.
Então ele pensou que talvez ela pudesse gostar de Nelson Rodrigues, ou quem sabe poderia chamá-la para um café com bastante espuma e biscoito de maçã e ler alguns trechos do Henry Miller. Poderia soar grosseiro, já que o Henry não tem papas na língua. O que poderia ler para uma menina desastrosamente bela - ele também se entediava com o bonito demais - com fios negros parecidos aos de uma atriz de cinema mudo, em seu corte chanel, com unhas roídas de aflição e cólera pela ignorância alheia e que ainda por cima segurava um livro da Lispector em suas pequeninas mãos?
Ele se aproximou de sua pele branca, lisa, que se iluminava entre medíocres pintas. Fixou-se dentro dos olhos castanhos dela e lhe disse em voz baixa, quase sussurrando:

"Mas de repente estavam sentados no Chalé com dois chopes um em frente ao outro, e ela dizia que as nuvens pareciam o saiote de uma bailarina de Degas''

Quando ela, assustada, ainda sim completou astuta:

''Ele acendeu um cigarro e ela outro e ele viu que ela havia mudado para Continental com filtro e que antigamente era Minister, Minister, gola role preta, olheiras e festivais de filmes nouvelle vague no Rex ou no Ópera, e ela odiava Godard, só gostava do trecho onde Pierrot le fou sentava numa pedra e Ana Karina vinha caminhando pela praia gritando que se há de fazer, não há nada a fazer, rien à faire e assim por diante."

E num ato heróico tocaram-se, mãos pequeninas e mãos com sardas, dedos entrelaçados, dois em um só. Ela o amava a partir daquele toque, era dolorido demais, ele penetrava as entranhas de sua infância. Ele era a personificação da sua primeira paixãozinha dos tempos de escola, do primeiro garoto que audaciosamente - mergulhado em ira - maltratava-lhe puxando seus cabelos alaranjados de menina com um prazer insaciável que só os ruins têm.

21.8.09

Ou a mulher é fria ou morde...

Sem dentada não há amor possível.


- Nelson Rodrigues

20.8.09

complexo de greta garbo

mau humor insaciável que me persegue neste mês de agosto. não há mais nada a ser feito. já enchi meus dias com as músicas de yann tiersen, já calei-me várias vezes para não piorar. agora só me resta esperar agosto morrer.
bem que Caio Fernando Abreu dizia: agosto é o mais cruel dos meses.

18.8.09

"Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia. E beijos, muitos. Bem molhados. Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto."